DREAM 482

Éramos duas: eu e uma criança. Passávamos por ambientes que se sucediam como fases de um vídeo-game. Em alguns ambientes, a criança ficava à solta, interagindo com desconhecidos. Em alguns ambientes, eu sentia segurança para deixá-la explorar. E me sentia segura para ficar sozinha também. Em outros, o medo surgia. Às vezes sentia angústia por achar que não saberia cuidar, que não poderia protegê-la. Ora a iniciativa era minha, ora dela, para que ficássemos perto, de mãos dadas. Não lembro do fim, mas no fim eu entendi: nós duas éramos eu.

Maria Luiza Rosa

Porto Alegre

Brasil

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