DREAM 375

Noite. Eu caminhava por ruas iluminadas por postes de luz amarela, casas de tom mais antigo. À medida que seguia meu curso, encontrava homens em meu caminho. Não eram rostos conhecidos, nunca os tinha visto antes porém, mas eles estavam me esperando, um a um. Para cada um deles que eu decidia parar, sabia que ali tínhamos uma longa conversa, por horas a fio. Quando a conversa terminava, eu seguia a caminhar por entre as ruas. Às vezes dobrava uma esquina, e lá estava outro homem, me esperando. Eu parava em frente a este segundo e começávamos a conversar, também por longas horas. Assim foi…eu caminhando entre as ruas e conversando com estes homens desconhecidos. Mesmo não sendo familiares, as conversas sim, além de longas, eram assuntos ligados à mim, dirigidos à mim. Foi como uma colheita de falas, ainda no inconsciente, porque por mais que eu soubesse que havia muito conteúdo ali, ainda assim, não tive consciência sobre o que conversávamos. Senti como um presente. E eu, estranha mulher, ali me descobrindo nesta rua de homens.

São Paulo

Brasil

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